Haka Maori

Atualizado: 5 de Jul de 2020


Os Maori desenvolveram uma série de movimentos rítmicos, um estilo de dança, que em sua expressão mais vigorosa, assumiam o caráter de um exercício e eram dançados com notável vigor e entusiasmo, utilizados tradicionalmente nos campos de batalha. Haka é uma demonstração feroz do orgulho, força e unidade de uma tribo. Por outro lado, certas Hakas, eram realizadas por mulheres jovens e bem treinadas, marcadas pela graça da ação e pelo canto apropriado. E também eram realizadas quando os grupos se reuniam em paz.


A Haka, expressa uma variedade de emoções, como alegria, raiva, bravura e tristeza, e exige uma excepcional habilidade rítmica. Os movimentos incluem uma estampagem harmônica, porém com demasiada distorção facial (língua proeminente e amplificação dos globos oculares), tapas rítmicos no corpo para acompanhar um alto canto, violenta pisada com os pés, bem como um balanço típico do corpo, marcados por uma curiosa e rápida vibração das mãos.


As palavras de uma Haka, muitas vezes poeticamente, descrevem os eventos ancestrais e da história da tribo. Hoje, as Hakas ainda são utilizadas durante as cerimônias Maori e celebrações aos convidados de honra, para demonstrar a importância da ocasião.

A Lenda

Na mitologia Maori, Tama-nui-a-ra, o Deus do Sol, possui duas esposas: Hine-raumati, que é a senhora do verão, e Hine-takurua, a senhora do inverno. De acordo com a lenda, a haka foi proveniente de Hine-raumati, pois, com a sua presença em dias calmos de verão, foi revelada uma curiosa aparência trêmula no ar, este era o Haka de Tane-rore, filho de Tama-nui-a-ra e Hine-raumati.


Sendo assim, a dança de Tane-rore para sua mãe é o tremor de ar visto em dias quentes e é representado por mãos trêmulas ao dançar haka, chamado de wiriwiri.

A Primeira Haka

O primeiro uso da Haka no mundo natural, foi atribuído ao guardião dos peixes, Tinirau. Ele é filho de Tangaroa, o deus do mar. Sua casa em Motutapu (ilha sagrada) é cercada com piscinas para a criação de peixes e também, várias baleias.


Tinirau chama um velho tohunga (homem muito sábio) chamado Kae, para realizar a cerimônia de nascimento do seu filho com Hinauri, o Tūhuruhuru. Depois que o ritual é realizado, Tinirau empresta a Kae sua baleia de estimação, para levá-lo para casa. Apesar das instruções, Kae força a baleia, Tutu-nui, em águas rasas, onde morre, e é torrada e comida por Kae e seu povo. Quando Tinirau cheira o vento sul, ele sabe que sua baleia está sendo assada.


Tinirau furioso, envia Hinauri com um grupo de mulheres (muitas eram irmãs de Tinirau) para capturar Kae, que deve ser identificado por seus dentes da frente sobrepostos. As irmãs fazem a Haka, com movimentos sensuais, para fazê-lo rir. Quando ele ri, elas vêem seus dentes tortos e então as mulheres cantam uma canção mágica que põe Kae em um sono profundo e o carregam de volta a Motutapu. Quando Kae acorda de seu sono, ele está na casa de Tinirau, onde é morto.


Haka Ka Mate

Essa Haka é muito famosa devido sua utilização em diversos times esportivos na Nova Zelândia. Composta no início do século 19, pelo chefe Maori, Te Rauparaha. Ela conta de forma simples, a estória de perseguição e fuga, devido aos conflitos com tribos inimigas, Ngāti Maniapoto e Waikato, seu medo de ser capturado e alegria de sua sobrevivência final, resgatado por um chefe amigável, Te Whareangi (o “homem peludo”).

Estas instruções vêm da pessoa que lidera a haka Ka mate:

Ringa Pakia (Bata as mãos contra as coxas!) Uma tiraha (coloque o peito para fora!) Turi whatia (Dobre os joelhos!) Hope Whai ake (Deixe o quadril seguir!) Waewae takahia kia kino (Bata os pés o mais forte que você pode!)

Parte principal:

“Ka mate, ka mate! ka ora! ka ora! (É morte! É a morte! É a vida! É a vida!) Ka mate! ka mate! ka ora! ka ora! (É morte! É a morte! É a vida! É a vida!) Tēnei te tangata pūhuruhuru (Este é o homem peludo) Nāna nei i tiki mai whakawhiti te rā (Que trouxe o sol e fez com que brilhar) Ā, upane! ka upane! (Um passo para cima, um outro passo para cima!) Ā, upane, ka upane, whiti te ra!” (Um passo para cima, outro ... o Sol brilha!)

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