O que é Ayahuasca?


Feitio de Ayahuasca - Céu da Lua Cheia - Itapecerica da Serra/SP

A palavra ayahuasca vem do quéchua, de origem inca, significa "cipó dos espíritos". Refere-se a uma bebida ritualística produzida por meio da decocção de duas plantas nativas da floresta amazônica, o cipó Banisteriopsis caapi (jagube, liana, mariri, yagé ou caapi), que serve como IMAO (inibidores da monoamina oxidase) e folhas do arbusto Psychotria viridis (chacrona ou rainha) , que contém o DMT - a Molécula do Espírito (dimetiltriptamina). A Ayahuasca é conhecida também como yagé, caapi, nixi honi xuma, nixi pae, hoasca, vegetal, daime, kahi, natema, pindé, dápa, mihi, vinho da alma, professor dos professores, pequena morte, entre outros.

Origens:

A utilização das plantas de poder é uma prática milenar presente em diversas culturas. Historicamente sabe-se que o uso foi extremamente essencial para a evolução humana. Terence McKenna, escritor, orador, filósofo, etnobotânico, psiconauta e historiador de arte, afirma em seu livro Alimento dos Deuses, que o consumo de vegetais e cogumelos auxiliaram os seres humanos potencializando a percepção e inteligência, nos tornando rapidamente capazes de cultivar, construir ferramentas, produzir fogo, entre outros. Posteriormente, estabelecendo uma ponte entre os homens e as suas divindades. Diversos registros e estudos confirmam essa consagração ancestral. Os Essênios já utilizavam plantas de poder em rituais de iniciação. Os índios mexicanos e norte-americanos utilizam o cacto Peiote. Há amplos registros de uso de cogumelos pelos povos da América Central e Ásia. Os registros mais antigos indicam que os Vedas, a 3.100 a.c. já praticavam rituais onde comungavam uma bebida conhecida como “Soma”. Logo depois, em 2.000 a.c. registra-se a utilização da Cannabis pelos Hindus. Na América do Sul temos o uso da Ayahuasca, proveniente dos Incas. No antigo Egito, a utilização de ópio em suas cerimônias. A Ayahuasca é tradicionalmente utilizada em países como Peru, Equador, Colômbia, Bolívia e Brasil, pelos andinos e também por, aproximadamente, setenta e duas tribos indígenas diferentes da Amazônia. Sua consagração só não foi extinta e acabou se expandindo pelo mundo com o crescimento de movimentos religiosos organizados, sendo os mais significativos o Santo Daime, a União do Vegetal, a Barquinha, além de diversos grupos independentes que a consagram em seus rituais (Neoxamanismo).


A proposta básica destes e de diversos grupos que consagram enteógenos é atingir o autoconhecimento e consciência coletiva através de experiências de tipo místico-espiritual, onde por meio de visões e estados de expansão da consciência chega-se a um estado de integração total com o cosmos, com a natureza e com o Criador.


VEJA TAMBÉM:

Mito de origem do uso tradicional da ayahuasca e da cultura yawanawa


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