As principais Plantas de Poder utilizadas atualmente

Atualizado: 5 de Jul de 2020


Relacionamos as principais plantas mestras professoras muitos significativas na atualidade no meio xamânico. Estas plantas quando utilizadas da maneira correta e ministradas por xamãs sérios e experientes, nos proporcionará experiências agradáveis e curas significativas em nossas vidas.


1 - CHACRONA (Psichotria viridis) e JAGUBE (Banisteria caapi)

A Chacrona e o Jagube estão no topo da classificação, de igual modo. Sua substância ativa é o DMT (N-dimetiltriptamina), presente na Chacrona. No Jagube temos o IMAO (inibidores da monoamina oxidase), que neutraliza os bloqueios do estômago para a absorção do DMT. São as plantas mestras professoras mais poderosas do xamanismo, da preparação de ambas nasce a Bebida Sagrada conhecida como Ayahuasca ou "Vinho das Almas". Plantas originárias da América do Sul, encontradas em toda a região amazônica. Utilizada para busca de auto-conhecimento e cura por pajés, xamãs e curandeiros. 2 - PEYOTE (Lophophora williamsii)

O peyote é um cacto originário da América Central e é muito utilizado pelas tribos indígenas do México e dos Estados Unidos. A substância ativa encontrada é a mescalina. Esta planta é utilizada em rituais de cura e nos remete a experiências visionárias e é utilizada pela Igreja Nativa Americana em seus cultos sagrados. 3 - WACHUMA (Trichocereus pachanoi)

O Wachuma ou San Pedro é um cacto originário da região dos Andes, Chile, Bolívia, Perú, Equador e Colômbia. Sua substância ativa é a mescalina. Planta utilizada para cura e experiências visionárias e adivinhatórias, onde o xamã é levado a ter a visão da cura do enfermo, o espírito da planta entra em contato com o xamã ensinando-o a expulsar a enfermidade. 4 - IBOGA (Tabernanthe iboga)

A Bebida Sagrada mais usada na África chama-se Bwitists, que é uma preparação da raíz do Iboga, planta mestra muito utilizada pelos pigmeus, tribo indígena africana. Sua substância ativa é o alcalóide ibogaína. Muito utilizado pelos xamãs africanos em sessões de cura. O Iboga estimula o sistema nervoso central e induz a experiências visionárias e a transes profundos. 5 - DATURA (Datura wrightii e Datura stramonium)

Existem diversos tipos de Datura, porém, as únicas que são realmente plantas mestras professoras são a Datura wrightii e a Datura stramonium. Planta originária do México e Estados Unidos, porém, a Datura stramonium é encontrada no Brasil. Sua substância ativa é a scopolamina. É uma das plantas mestras mais perigosas, deve apenas ser ministradas por xamãs muito experientes. Experiências recreativas podem ser fatais. 6 - JUREMA (Mimosa hostilis)

A Jurema, também conhecida como Jurema-preta, também é nome de uma Bebida Sagrada feita com a raiz da árvore do mesmo nome (Mimosa hostilis). Os pajés, sacerdotes tupis, também fazem outra Bebida Sagrada da jurema-branca (Mimosa verrucosa), para estimular sonhos afrodisíacos. É um tipo de Bebida Sagrada servida em reuniões especiais. Das raízes e raspas dos galhos, os feiticeiros e pajés, babalorixás, os mestres do catimbó, os pais-de-terreiro do candomblé de caboclo fazem uso abundante. Sua substância ativa é o DMT (N-dimetiltriptamina). É utiliza tradicionalmente para fins medicinais e religiosos. Sua casca é usada para fins medicinais e a casca de sua raiz é a parte da planta usada nas cerimônias religiosas, pois possui maior parte dos alcalóides psicoativos. 7 - SOMA (Amanita muscaria)


O nome SOMA provém dos Vedas, escrituras sagradas da Índia, que nos relata que esta seria a Bebida Sagrada mais antiga da humanidade. SOMA é a Bebida Sagrada preparada com o cogumelo Amanita muscaria. Sacramentado até os dias de hoje na Índia, Sibéria e Austrália, por tribos aborígenes. A substância ativa do SOMA é o alcaloide ephedrina, que nos remete a transes extáticos profundos, conhecido como samadi em sânscrito. 8 - LÓTUS AZUL (Nymphaea caerulea)

Esta planta mestra é originária no Egito antigo, assim como também é encontrada na América do Sul. A Bebida Sagrada é feita através das flores da planta. Suas substâncias ativas são os alcalóides nuciferina e apomorphina, que nos induz a experiências visionárias. Desta planta também são realizados diversos preparos afrodisíacos. 9 - SÁLVIA (Salvia divinorum)


Existem diversas espécies de Sálvia, porém, a única considerada como planta mestra professora é a Salvia divinorum. Também conhecida como Maria Pastora pelas tribos indígenas mexicanas e Diviner's Sage pela tribos americanas. Sua molécula ativa chama-se Salvinorin A. Planta que nos remete a experiências visionárias.


10 - MACONHA (Cannabis indica e Cannabis sativa)


Foi da Índia onde provavelmente começou o consumo da Cannabis, desde de tempos muito remotos. Está documentados que os primeiros habitantes dessa região consideravam essa planta como fonte de vida e felicidade. As tradições Brahmanicas sempre ressaltaram suas virtudes para corpo e para a mente. Eram chamadas de Vijonia, o que significa “fonte de juventude”. Eles a utilizavam para combater doenças como a febre, insonia, dores de cabeça, tosse, convulsões, anemia, oftalmia, distúrbios digestivos e lepra. De acordo com a tradição védica, a Cannabis foi trazida pelo Deus Shiva e caiu do céu como gotas de Amrita, o néctar dos Deuses. No Arthavaveda, a Cannabis é descrita como uma planta poderosa qu sá siddhis (poderes extra-sensoriais), também diz que esta planta nos liberta da ansiedade. Mais tarde, com a difusão do budismo, a Cannabis foi usada para muita finalidades e em muito rituais religiosos.


11 - TREPADEIRA ELEFANTE (Argyreia nervosa) e MORNING GLORY (Ipomeia tricolor)


De origem Havaiana, a trepadeira elefante é uma planta da família Convovulaceaes, que também inclui a glória-da-manhã (Ipomoea tricolor). Estas contêm uma triptamina natural com o nome de amina de ácido lisérgico (LSA). Após o estado de força o sono é profundo e relaxante. Acredita-se que ela aumente a inteligência, a memória, imaginação entre outras funções cerebrais e espirituais. É uma planta muito querida em várias partes do mundo.


12 - YOPO (Anadenanthera peregrina e Anadenanthera colubrina)


Anadenanthera peregrina, também conhecido como angico, jopo, cohoba, paricá ou árvore de cálcio, é uma árvore perene da Anadenanthera gênero nativo do Caribe e América do Sul. Esta planta é quase idêntica à Anadenanthera colubrina, vulgarmente conhecida como cebil ou vilca. Os grãos de A. colubrina tem uma composição química semelhante a da A. peregrina, tendo como seu principal constituinte o alcoloide 5-HO-DMT (bufotenina). Os compostos químicos contidos em ambas incluem o alcalóide indólico óxido de N,N-dimetiltriptamina, esteróides (palmitado de B-sitosterol, B-sitosterol, glicosídio), flavonóides, triterpenóides (luperona, lupeol), componentes fenólicos (dalbergina, 3,4,5-dimethoxidalbegiona, khulmannina)

Algumas tribos do México e da américa do sul utilizam as sementes dessas árvores para criar um enteógeno chamado yopo, que pode ser inalado e assim utilizado em rituais religiosos como visionário.


13 - EPENÁ (Virola calophylla)


A virola esta entre as plantas enteógenas recentemente descobertas. Estas árvores da selva amazônica de tamanho médio têm, folhas verdes escuras brilhantes com cachos de flores amarelas minúsculas que emitem um aroma picante. Os princípios enteógenos se encontram na resina vermelho-sangue cedida pela casca de árvore, que se transforma em um poderoso rapé. Árvores Virola são nativas dos trópicos do Novo Mundo. Eles são membros da família de noz-moscada, Myristicaceae, que compreende cerca de 300 espécies de árvores em 18 gêneros. O membro mais conhecido da família é Myristica fragrans, uma árvore asiática que é a fonte de noz-moscada e mace. Na Colômbia, as espécies mais frequentemente utilizadas para fins alucinógenos são V. calophylla (Epená) e V. calophylloidea.

O rapé é preparado a partir de resina da casca das árvores Virola pelos índios do noroeste amazônico e das cabeceiras do Orinoco. Um antropólogo que observou os índios Yekwana da Venezuela em sua preparação e uso do rapé em 1909, comentou:

“De especial interesse são as curas, durante os quais o feiticeiro inala hakudufha (Epená)”. Este é um rapé mágico usado exclusivamente por curandeiros e preparados a partir da casca de certa árvore que fio ferida e dela são extraída a resina que, é fervida em uma pequena panela de barro, até que toda o água evaporou-se permanecendo apenas um sedimento na parte inferior do vaso. “Este sedimento é torrado no pote sobre o fogo e é então finamente raspado com a lâmina de uma faca”. Em seguida, o feiticeiro sopra um pouco do pó através de uma cano de madeira absorvendo o pó em cada narina sucessivamente. "O hakudufha obviamente, tem um forte efeito estimulante, para o feiticeiro que começa a cantar e gritar descontroladamente, o tempo todo lançando a parte superior de seu corpo para trás e para frente."

Entre numerosas tribos no leste da Colômbia, o uso do rapé de virola, muitas vezes chamado yakee, é restrito aos xamãs. Entre as tribos Waika ou Yanomami da região de fronteira do Brasil e da Venezuela, é chamado de Epená ou Nyakwana, e não está restrito a homens de medicina, mas podem ser utilizadas cerimonialmente por todos os homens adultos ou mesmo tomado ocasionalmente sem qualquer base ritual por homens individualmente. Os curandeiros dessas tribos tomam o rapé para induzir um transe para ajudá-los no diagnóstico e tratamento da doença.

Embora o uso do rapé entre os índios da América do Sul tinha sido descrito anteriormente, a sua origem não foi definitivamente identificado como a árvore Virola até 1954.

A virola possui uma concentração excepcionalmente elevada de alcaloides triptamina na resina. Rapés preparados exclusivamente a partir da resina de virola tem até 8% de triptaminas, principalmente do altamente ativo 5-metoxi-N e dimetiltriptamina. Dois novos alcaloides de um tipo diferentes, (B-carbolinas) foram também encontradas na resina; eles agem como inibidores da monoaminaoxidase, tornando possível para as triptaminas entrarem em vigor quando a resina é tomada via oral.


14 - COCAMAMA (Erythroxylum coca)


As propriedades analgésicas da coca foram descobertas pelos incas e até hoje as suas folhas são habitualmente mascadas na região dos Andes. Os efeitos do alcaloide cocaína são estimulantes e revigorantes, além de ajudar a melhorar o metabolismo, diarréias, dores de cabeça, tirar a fome e ajudar em problemas estomacais. Por ser estimulante e revigorante, as folhas de coca são mastigadas pelos camponeses com o propósito de recarga das energias no duro trabalho empreendido nos campos e nas altitudes.

Os incas exaltavam excessivamente este arbusto e utilizavam-lhe a folha como moeda. Na antiga Colômbia, os sacerdotes do Sol mastigavam e queimavam folhas de coca em honra a divindades. Os Paqos, sacerdotes andinos, usam uma chuspa, uma bolsinha de tecido ou de pele de lhama para carregar as folhas de coca. Fazem adivinhação através das folhas e também oferendas. A principal oferenda ritual chama-se k’intu que compreende em 3 folhas de coca (ou seis ou nove, ou mais, múltiplos de três), sendo que a maior folha é dedicada aos Apus, espíritos da natureza protetores representados nas montanhas e picos andinos. A segunda folha, mediana, é dedicada à Pachamama, mãe terra, nutridora, provedora da vida. E a terceira folha, de menor tamanho, representa a humanidade.


15 - SANANGA (Tabernaemontana sananho)


A sananga é um arbusto das regiões amazônicas, utilizado pelos índios nativos. Do interior de sua raiz, é extraído um sumo o qual é utilizado para a cura das panemas (doenças espirituais segundo os índios). Na medicina tradicional indígena , ela é utilizada como colírio. A sananga trabalha com duas vertentes energéticas de cura: a Física e a Espiritual. Acredita-se que o "Espirito do Sananga", ou seja, a energia e inteligência, análoga ao princípio ativo do sumo desta poderosa erva, atua diretamente na causa original da doença, nos processos chamados psicossomáticos. As doenças psicossomáticas são de origem psíquicas, mas ao se potencializarem se manifestam no corpo físico.

Os olhos são as janelas da Alma, onde tudo o que vemos, e projetamos está lá guardado, inclusive nossa história kármica, então o Espírito do Sananga faz uma verificação dos padrões energéticos em desequilíbrio, e vai diluindo essas forças que se constituem nas panemas. O resultado após a aplicação é um equilíbrio da alma em sintonia com essa força da natureza, uma expansão da força visual espiritual, da visão, interior, e também uma melhora na fisiologia ocular. A sananga é indicada em casos de doença como: glaucoma, catarata, miopia, astigmatismo, hipermetropia, distrofias, alterações das cores, entre outras. Há casos de pessoas que foram curadas de miopia com uma aplicação, e houve melhora na percepção das cores imediatamente. A forma de aplicação é a seguinte: de 1 à 3 gotas em cada olho. A pessoa sentirá uma forte vibração, onde poderá ocorrer diversos graus de ardência dependendo de como estiver a situação espiritual da pessoa. Com o tempo, a pessoa vai se alinhando ao Espírito da Sananga e sentirá menos o ardor, quando sua visão já terá tido um ganho imenso. Após o ardor que dura uns 3 minutos, as cores se tornam mais nítidas há uma melhora significante nos padrões da visão. A sananga também é conhecida como o exorcismo em gotas da floresta, pois acredita-se (e confirmamos com nossa observação prática nas cerimônias) que quando recebemos a Medicina, ficamos apenas com aquilo que é nosso, que se houver qualquer energia "de fora", ela é removida.


16 - TABACO (Nicotiana tabacum e Nicotiana rustica)

Tabaco é uma planta considerada como "Planta de Poder" dentro do xamanismo e outras tradições. Arqueólogos e historiadores acreditam que o Tabaco... continue lendo aqui.

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